Gilton era o seu nome. Vivia sob o teto de um viaduto onde armazenava tudo o que coletava. Hoje foram 30 garrafas de plástico, 64 latinhas, 16 Kg de ferro (entre tubos, barras e parafusos). tudo isto devidamente medido e anotado. Ele fazia o balanço do dia. No sábado vendia o que coletou. Mas, hoje não é sábado. Hoje, Gilton bateu as botas .
A situação presente, presentemente, está bem confusa, variando do alfa a zeta. Selando o compromisso tácito de, silenciosamente, enfrentar de zeta a alfa. Sem saltar, o que parece óbvio, nenhuma letra da sequência. Implica, portanto, aprofundar em beta, gama, delta ... Para ser bem claro, como a luz do sol.
E isto implica numa diligência acurada, não podendo escapar nenhum detalhe, se é que isto seja possível diante de tantas perspectivas e contextos.
Creio que o enrosco maior seja a fragilidade da ligação das folhas com os galhos: ela resseca facilmente e não mais sustenta as folhas e elas caem devido a gravidade. Assim também é com as pessoas.
Mas, entre lagos e mato, entre açudes e pantanos, a trajetória é bem difícil. O enfrentamento diário não deixa escapar nenhum segundo. Em cada segundo está a vida, e a imaginação, as vezes de vida, as vezes de morte.
Os cabelos esvoaçando sobre o pudim no fogão ficou com as pontas adocicadas. Isto foi suficiente para atrair um beija flor esvoaçante.
Que esvoaçou pela janela numa velocidade estonteante. Que fez rodopiar um bêbado que passava escorado pela parede da casa.
E o menino correu, correu, correu atrás do bichinho até trupicar e cair de boca na areia, com gosto de xixi.
Seu sonho de menino é voar. Bater as asas e passear acima das árvores, casas e praças.
Tem prosa? Tem! Tem poesia? Tem! Mas, eu só escrevo deste modo, bem simples, usando a linguagem comum, sem rebuscamento, bem sem graça. De fato, escrevo com um vocabulário muito pobre a ponto de admtir que nunca serei um escritor. Mas, penso sempre em sê-lo. Eu sei que devo ler bastante para adquirir um vocabulário mais rico, mas, nem isso sou capaz. Fico devendo muito para a leitura. Muitos livros me dão preguiça, e eu gosto de ler sobre o assunto que gosto: política.
Cutucaram o dragão com vara curta e ele não deu uma bocada; como faz o gato, joga o rato pra lá e pra cá, mas não mata, ele só brinca. A crença dos que acreditam na prosperidade dos gringos é ingênua, e agora se mostra inócua e falsa e tem suas bases fundametadas sobre pedra fluida, de fato sobre pântanos. Está como diz o "mercado" sobre as ações: derretendo.
"Menina, você não acredita! Prenderam o Collor! Está preso na própria cobertura de 600m² voltada para praia.
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