sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Vamos agora ao detergente

      Este sim pode ser um estrupicio!!! O neutro é neutro não sei pra quem. Em mim, qualquer um, inclusive o neutro, racha a mão. Por isso, depois de juntar bastante dinheiro, comprei u`máquina de lavar louça. Fui a vários dermatologistas que me passaram vários cremes e pomadas e nenhuma adiantou. Um dia conversando com uma bibliotercária, que tinha problemas com fungos de livros antigos, me deu a solução que uso até hoje. Já se passaram dez anos. Rachou a pele da mão, passo a pomada e sara. Não tem cura, a não ser que eu não use qualquer detergente. Luvas é a solução, mas, as vezes é complicado calçar as luvas para lavar um prato, um garfo, uma faca e um copo.

     Meu corpo perdeu a proteção que o mantinha imune aos agentes externos. Algum produto quìmico age sobre as minhas células da pele e passam a destruí-las. Há, portanto, um contato significativo entre o mundo exterior e eu. Se eu não tratar, meu corpo falece, minha estrutura perde a forma. Deixo de ser uma pizza e passo a ser u´massa desfacelando. A cada situação que envolve este problema específico tenho que providenciar uma correção para manter minha forma e recompor a minha matéria. Portanto, se perco a forma, morro, se perco a matéria, morro, e óbvio, morto que estou não há como providenciar a cura.

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Buchas de limpeza

 Fiquei impressionado! Eram buchas velhas e antigas. Velhas, porque estavam esfoladas, danificadas, sujas, já com muito uso. Antigas, porque já tinham passados mais de anos quando as vim comprando. Mas, a história dessas beldades é simples: facilita a vida de todos que durante a vida lavam, lavam, lavam... Tirando a sujeira ou os restos que ficaram presos aos pratos. Mas, as buchas têm companheiros líquidos ou em barras: os sabões e detergentes. Tudo isto funciona para um mundo higiênico, limpo, e cheirando bem. Mas, poucas pessoas sentem este suave cheiro que dá prazer. E, que as propagandas exploram. Então, há uma concorrência difícil de ser definida matematicamente: o melhor perfume é deixado pelo Limpol, ou pelo Ypê, ou pelo ODD (vejam só, voltou ao mercado), ou o sabão de coco em barra. Estas pérolas estão bem acompanhadas de celebridades e artistas de novelas, de atores de seriados, ou de jornalistas. As pessoas que assistem as propagandas sabem do perfume através do rosto de satisfação (um sorriso, um olhar de surpresa) e um som de admiração ao estilo: ulala!!! ou uhuh!!! ou mesmo uma expressão: _ puxa vida, que delícia!!!. Não há outro modo, pois, o perfume e o mal cheiro, são em si eles mesmos e olfato é de cada um e instransferível.

     O sucesso de uma limpeza através da bucha conjugada com o detergente, qualquer que seja ele será visto a olhos nus: não restou nenhum resíduo na superfície do objeto limpado. Esta é uma característica quantitativa. Neste caso: de sujo a limpo. Portanto, se o perfume é bom ou se o detergente cheira mal não influencia no sucesso da limpeza. E a bucha limpa indiferente aos comerciais, mas, fiel as suas cerdas.

Hoje, foi lançado uma nova bucha: um lado macio e o outro áspero, 'como bombril:.

domingo, 19 de outubro de 2025

Passando o rodo mágico

 E ele é mágico mesmo, não é conversa de vendedor. Você toma o rodo pelo cabo e viaja pelos chãos matando microorganismos, removendo a poeira, em movimentos planejados: quadrados, retângulos, deslizando, deslizando...

Ao final espera-se que esteja tudo limpo e os músculos exercitados.

As partes mais difíceis desta tarefa são os momentos de limpar o rodo.


sábado, 11 de outubro de 2025

Por que manter o blog

      A esta pergunta que devo responder. Eu queria não precisar respondê-la. Mas, quem me a fez foi o meu filho, que ainda completou, "o que você ganha com isso?". Por isso necessariamente devo responder.

     Aos 72 anos, sinto que preciso fazer alguma coisa pra parar este relógio que acelera muito todo dia que eu acordo. Abro os olhos e já são 4:21h ou 5:23h. É uma loucura! Quando menos me dou por mim já são 19:10h. O dia já se foi, o Sol nem fez a sua trajetória de minuto em minuto e já se foi no horizonte. Eu, hoje, nem o vi passar sobre a minha cabeça. Somos voláteis como o tempo, somos pequenos como a imagem do sol em nossa retina. 

     Talvez, eu deva perguntar ao meu filho: _ pra você, o tempo é dinheiro? Pois, passar um tempo escrevendo uma crônica, que talvez ninguém leia e ainda registrá-la em um blog, que está linkado em um site sobre Filosofia, que, talvez, ninguém também não veja e que custa dinheiro para mantê-lo? Não quero dar razão ao meu filho. Prefiro tomar sua pergunta como um desafio. Devo responder a esta pergunta porque o meu tempo de vida está expirando e não devo desperdiçá-lo com a aceitação de uma reprovação que acabe de me enterrar sob folhas de relva.