domingo, 15 de outubro de 2023

Madrepérola II

 Mas, contudo, enquanto isto, enquanto as guerras acontecem pelo mundo, no Estado Nacional do Brasil há uma tentativa descarada de virar Brazil. Reporteres da grande midia, parlamentares e empresários advogam a eliminação dos palestinos, assim como já fizeram o mesmo com os nordestinos e a razão é simples: tanto uns quanto o outros são sub raça humana, não têm capacidade de raciocínio, são sujos e mal educados, são uns porcos. Não têm direito de ir e vir: não podem ir aos Estados Unidos da América. E há muita confusão neste tema, Israel x Palestina, que agora fica bastante visível. Até então as redes de comunicaçao, que têm conseção do governo, velam os fatos. O Estado de Israel foi uma invenção que se tornou realidade a partir de 1948. Mas, também foi estabelecido o Estado da Palestina, que não se concretizou. É super engraçado: Jesus era palestino. E as religiões evangélicas americanas são cristãs e apoiam o massacre sionista. O comércio de armas prepondera e o pretexto é a ameaça que os sionistas dizem que estão sofrendo. 

     O fato mais relevante foi o envio de 2 toneladas de alimentos para a palestina produzidos pelo MST. Disse a líder que o o objetivo é enviar 100 toneladas. Gratuitamente, diga-se de passagem.

domingo, 17 de setembro de 2023

Madrepérola

 Há um desfecho e não um final. Não feliz para todos, mas para muitos está sendo a gloria. Envolta em louros de herois, uma luta foi vencida com muito custo, muitas perdas. Como o conflito é pelo poder, ele não é interrompido ao bel prazer de um dos lados. Claro que não são dois lados, há muitos, o mundo individualista que hoje impera não permite que alguma opinião fique à margem.

   O assunto é política. E ela está no limiar da violência, quase retrocedendo aos tempos imemoriais. E a nova ágora não é interrompida em nenhum momento. E os agentes divulgadores são várias equipes várias redes e todos eles vinculados a vários empresários e a vários libertários. 

     Os vários lados deste conflito, partidos políticos, sindicatos, grupos religiosos ou não, indivíduos solitários, familias, clubes de amigos informais e formais, são compostos por cidadãos que mudam de lado constantemente. Há porém os fixos em cada instância. Quando uma liderança perde, muitos que o apoiavam mudam para outro grupo. 

     Agarrando com unhas e dentes, o grupo ou indivíduo que perde o poder não larga de modo algum a pose, a ostentação, a arrogância, ou a perda do poder foi tão radical que nada sobra, apenas as mãos vazias, um amargor e uma nostalgia que as palavras e nem os gestos dão conta de exprimir.

     Há um outro fator essencial no conflito político: neste mundo globalizado a direita, assim como também a esquerda se globalizam ostensivamente, os indivíduos direitistas e os facistas se elogiam se convidam num reconhecimento internacional e intercontinental. Com dinheiro público e particular. Há uma mistura de instâncias políticas, financeiras e pessoais. Muitas cores tingidas pela globalização. Leon Trotsky escreveu sobre a necessidade de globalizar a revolução pois há trabalhadores pelo mundo afora. Mas, Stalin traindo a revolução russa impediu este movimento ou projeto. Hoje, após 106 anos após a revolução, a globalização do capitalismo chegou aos confins da Patagônia e aos confins da Sibéria sem a resistência organizada devido ao stalinismo. De ponta a ponta assistimos pelo celular as violências causadas pela intolerância planejada dos que querem faturar mais e mais, travestidos da impessoalidade do "mercado". O leque de cores que formam esta madrepérola aparece desde de um assédio machista até a venda criminosa de patrimônio público soberano. Neste fluxo de acontecimentos acelerados, a lei tem um papel fundamental: se todos maculam o ethos o tempo todo, a lei vem limitar com suas multas e prisões. Como se fosse novidade para os incautos, eles bem que desconfiam de seus atos intolerantes e muitas vezes criminosos. Não se pode alegar ignorância num mundo tão informatizado , racionalizado e legalizado. Não tem cabimento alegar o uso do direito de opinião,  quando a opinião negar a lei. A menos que haja um movimento popular que implemente junto ao parlamento mudança na lei ou nas leis.

     Este estado de coisas corrobora a situação do capitalismo no mundo. Do jeito que o capitalismo gosta: a crise fica instalada em todos os cantos da Terra. E a mídia corporativa, em uma obra de arte da logística, tece a trama do pano de fundo que cresce, cresce, cresce em todas as direções: passado, presente e futuro. A ponto do ex-presidente de Israel dizer que é necessário matar os bebês palestinos. Um retorno a Heródes, para evitar que os meninos palestinos dêem a vida para acabar com os judeus. Vê-se que a "vida" vale como uma moeda de troca: ela vale a morte de outro.


sexta-feira, 12 de maio de 2023

O que fazer ou solidão de ancestrais

Na falta do que fazer 

Invento uma hora 

Pra enrolar

Outra pra desenrolar

Invento o outro

Pra me reconhecer

Vejo o outro nascer

E assim, invento o que fazer.


quinta-feira, 11 de maio de 2023

O choro é livre

 Se você está entendendo

Não é poesia

O raciocínio aprisiona a viagem

São regras bem definidas

Que fecham as portas e janelas

Amarram as asas

Comprimem

 Impedem as lágrimas

Ironicamente disse a razão:

"O choro é livre"

De copo em copo

 Sentei-me num bar no mercado

Abri o bloco de notas do celular

Pedi uma cerveja

Já estou na décima

E até agora nenhuma linha,

Dedilho a mesa preocupado

Com a falta de assunto

E, mais um copo.

E assim, de copo em copo,

Vou enchendo o vazio

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Buraco negro

     Seria o buraco de mácula um buraco negro?

quarta-feira, 8 de junho de 2022

O protagonista

 Se por acaso você estivesse diante de uma pessoa sem qualidades, com  poucas habilidades, talvez fosse alguém que passou a vida em branco. Poderia ser chamada de idiota, talvez ignorante. As narrativas não podem ultrapassar o tempo presente assim como não os limites impostos pelas poucas sinapses de quem escreve. Esse é o meu caso. Cabeça pequena, poucos neurônios, poucas sinapses, e muita ilusão. Assim descrito ficou fácil de me identificar: "louro, baixo, moreno alto". Um poço de contradições.

    Mas, era isso que eu queria: ser nada; e, consegui. Precisei atingir a idade de 70 anos para concluir que nunca terei uma ideia nova em filosofia, matemática ou ciências. Apesar de ter sido professor, creio que enganei a todos, a final, só expus meus sentimentos. Se alguém percebeu, deveria ter bastante juizo. 

      Mas, as tarefas continuam! O processo de queima do corpo exige um diligenciamento constante. A menor ação é eliminar a sujeira, a segunda é vestir algo limpo; de preferência uma roupa leve, uma sandália e uma bandana, a terceira ação é limpar o resto; aí sim, a alma fica lavada. Mas, também o tilintar dos talheres se chocando, o barulho da água caindo para tirar o sabão que tira a sujeira, enquanto se pensa em como lavar a alma. A felicidade é o resultado de se lavar a alma, portanto, lavar talheres é um caminho para a felicidade. Como felicidade é ausência de dor, lavar talheres é ausência de dor. Sem metas, regras ou coach, chega-se à felicidade com a simples atitude de lavar talheres que visa tirar sujeiras impregnadas. A falta de uma situação que permita um jogo de linguagem inviabiliza o relacionamento de uma comunidade com outras. Talheres limpos de quem e para quem? Eles foram usados, sem eles se comeria com a mão ?

Este texto é escrito do jeito que vem à cabeça: reverberando a verborreia: um texto detalhoso, ou seja, veio a imagem, uma experiência: vem a escrita tentando detalhar o que sentiu, o que pensou. Prazer ou dor ou indiferença ou algo que fica flutuando em algum lugar da "memória" aguardando ser resgastado.

   É de ficar com medo, pois agora eu vou pegar o que eu paguei pra'aquele menino e vou lançar na planilha. Vou guardar tudo ali e correr com as coisas, pois vou ter que cortar o cabelo.Quando está grande parece "cabelo enstein". Apesar de ser confundido com "o cientista" que traz uma vaidade a mais, seria muito bom. Mas, como quero ficar livre de todas as vaidades, esta não é boa para os meus propósitos. Antes de morrer, meu pai disse: _ que absurdo! Ele expressou algo que sentiu com profundidade, eu estava lá na hora e ouvi com um certo susto, que até hoje me vem a memória. E de vez em quando eu me pergunto, absurdo o quê? Teria ele sentido a proximidade da morte, teria ele tentado evitar, e sem conseguir escapar do túnel da morte? Ou, até tentado avisar a mim: proteja-se!

     Estes são os relâmpagos que vêem sem avisar. Afinal, eles são os própios avisos que gatilham o raciocínio e induzem as mãos e os dedos a escrever.