domingo, 28 de dezembro de 2025

Ovo

O primeiro ovo. 

Como não se sabe quem foi, ele (ovo) é filho das duas.

Olga ou Elga ( ou seria Olga e Elga?).

A estrela

 Uma estrela entre as árvores 

Um lugar do passado longínquo 

Agora causa o sublime momento

Que só os vagalumes conseguem

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

A Casa

 A casa

   Nela aprendi a lavar, esfregar, cozinhar, descansar, viver o meu recanto com quem amo. Mas, eu tenho duas casas e um só amor. Nelas faço tudo o que cabe a cada uma. Hoje, por exemplo, plantei dez podocarpos. Fiquei bastante sujo de terra vermelha, principalmente porque estava chuviscando.

   Agora, acabei de fazer um bolo de aveia (aveia em flocos médios). Não leva nem farinha de trigo e nem açúcar. Melhora a digestão e não aumenta o açúcar. E é muito bom! Sente-se o sabor adocicado da frutose da banana. O verbo sentir retorna para facilitar a compreensão. Mas, que não precisava dele, isto é fato. Então vejamos: "É muito bom! ... o sabor adocicado da frutose da banana."

sábado, 13 de dezembro de 2025

Sinto muito

 Sinto muita dor no joelho! A obesidade faz coisas! Sinto muita saudade de uma massagem no local. Mas, as comidas são muito boas e a variedade de temperos é enorme. Sinto os cheiros e os paladares de todos eles. Se não fosse o verbo "sinto" eu continuaria sentindo tudo do mesmo jeito. Será?

   Alguém poderia dizer, (eu também poderia): mas, ao se alvejar um cachorro com um soco, ele soltará um gruinhido de dor, quem poderá negar este fato. Ele sentirá a dor do soco e não saberá nem pensar e nem falar "sinto dor, pare com isso". Não existe "sinto" na língua cachorroquês. Mas, quando ele gruinhe, traduzimos para o cão: "ele sentiu dor" e o efeito foi que ele parou de ameaçar com gruinhidos (diferentes dos outros gruinhidos) ameaçadores. Temos que admitir que são dois universos completamente diferentes, os dos conceitos, "sinto" e "gruinhido".

    Mas, vamos pensar de outro modo. .... muita dor no joelho! A obesidade faz coisas! ...muita saudade de uma massagem no local. Mas, as comidas são muito boas e a variedade de temperos é enorme. ...os cheiros e os paladares de todos eles.

    Omitindo "sinto" as frases não perdem o sentido (?). Como diz o outro: _ dá pra entender.




sábado, 22 de novembro de 2025

A caixa

 Sim, a caixa de remédios! Nela estão contidos aqueles pharmacos que curam e protegem contra facadas. E a ideia é caracterizar o doente pelos remédios que toma, mesmo que a doença não exista. Eu mesmo, que tive câncer, após já ter o diagnóstico de câncer dar negativo, continuei tendo câncer através dos remédios. Quando a bula indica "alivia os soluços" implica que o paciente tem soluços (contínuos ou intermitentes). Soluços acompanhados de vômitos é o pior. Para isto, a bula terá indicado "enjoo". Se alguém duvidar tem que pedir pra olhar a bula. Agora, em relação a entupimentos intestinais, não tem solução. Na tenra infância, um talo de alface, depois desta época, a sonda.

   Sim, a caixa de chocolate! Com castanha, améndoas, puro, amargo ou doce. Basta por na boca que derrete, vicia o cidadão, adocica a cidadã. E, o resultado mais comum é um leve sorriso, um estado de alegria invisível. Em certos momentos fica um restinho entre os dentes, as vezes na língua. Mas, de fato, há uma sensação de alívio, um prazer que pede mais um.

   Sim, a caixa de ferramentas! Esta é a mais famosa no mundo dos machos. "Todo macho que é macho tem uma caixa de ferramentas". E são muito variadas. São pregos, parafusos, alicates, chave inglesa, teflon etc. E há mais outras que conteem furadeira, aparafusadeira, chaves de fenda, chave philips, estrela, sextavadas . Agora estou deparado com um problema: transportar uma caixa de TV, cuja TV estragou. Tenho que descartar a caixa que ocupa um lugar que pode ser para outras coisas, ou trens. A caixa é para TV de 60 polegadas, um monstro. Devo pega-la de picup, no carro sedan não cabe. Mas, vamos lá, vamos ser felizes: agir para realizar um objetivo útil.

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Vamos agora ao detergente

      Este sim pode ser um estrupicio!!! O neutro é neutro não sei pra quem. Em mim, qualquer um, inclusive o neutro, racha a mão. Por isso, depois de juntar bastante dinheiro, comprei u`máquina de lavar louça. Fui a vários dermatologistas que me passaram vários cremes e pomadas e nenhuma adiantou. Um dia conversando com uma bibliotercária, que tinha problemas com fungos de livros antigos, me deu a solução que uso até hoje. Já se passaram dez anos. Rachou a pele da mão, passo a pomada e sara. Não tem cura, a não ser que eu não use qualquer detergente. Luvas é a solução, mas, as vezes é complicado calçar as luvas para lavar um prato, um garfo, uma faca e um copo.

     Meu corpo perdeu a proteção que o mantinha imune aos agentes externos. Algum produto quìmico age sobre as minhas células da pele e passam a destruí-las. Há, portanto, um contato significativo entre o mundo exterior e eu. Se eu não tratar, meu corpo falece, minha estrutura perde a forma. Deixo de ser uma pizza e passo a ser u´massa desfacelando. A cada situação que envolve este problema específico tenho que providenciar uma correção para manter minha forma e recompor a minha matéria. Portanto, se perco a forma, morro, se perco a matéria, morro, e óbvio, morto que estou não há como providenciar a cura.

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Buchas de limpeza

 Fiquei impressionado! Eram buchas velhas e antigas. Velhas, porque estavam esfoladas, danificadas, sujas, já com muito uso. Antigas, porque já tinham passados mais de anos quando as vim comprando. Mas, a história dessas beldades é simples: facilita a vida de todos que durante a vida lavam, lavam, lavam... Tirando a sujeira ou os restos que ficaram presos aos pratos. Mas, as buchas têm companheiros líquidos ou em barras: os sabões e detergentes. Tudo isto funciona para um mundo higiênico, limpo, e cheirando bem. Mas, poucas pessoas sentem este suave cheiro que dá prazer. E, que as propagandas exploram. Então, há uma concorrência difícil de ser definida matematicamente: o melhor perfume é deixado pelo Limpol, ou pelo Ypê, ou pelo ODD (vejam só, voltou ao mercado), ou o sabão de coco em barra. Estas pérolas estão bem acompanhadas de celebridades e artistas de novelas, de atores de seriados, ou de jornalistas. As pessoas que assistem as propagandas sabem do perfume através do rosto de satisfação (um sorriso, um olhar de surpresa) e um som de admiração ao estilo: ulala!!! ou uhuh!!! ou mesmo uma expressão: _ puxa vida, que delícia!!!. Não há outro modo, pois, o perfume e o mal cheiro, são em si eles mesmos e olfato é de cada um e instransferível.

     O sucesso de uma limpeza através da bucha conjugada com o detergente, qualquer que seja ele será visto a olhos nus: não restou nenhum resíduo na superfície do objeto limpado. Esta é uma característica quantitativa. Neste caso: de sujo a limpo. Portanto, se o perfume é bom ou se o detergente cheira mal não influencia no sucesso da limpeza. E a bucha limpa indiferente aos comerciais, mas, fiel as suas cerdas.

Hoje, foi lançado uma nova bucha: um lado macio e o outro áspero, 'como bombril:.

domingo, 19 de outubro de 2025

Passando o rodo mágico

 E ele é mágico mesmo, não é conversa de vendedor. Você toma o rodo pelo cabo e viaja pelos chãos matando microorganismos, removendo a poeira, em movimentos planejados: quadrados, retângulos, deslizando, deslizando...

Ao final espera-se que esteja tudo limpo e os músculos exercitados.

As partes mais difíceis desta tarefa são os momentos de limpar o rodo.


sábado, 11 de outubro de 2025

Por que manter o blog

      A esta pergunta que devo responder. Eu queria não precisar respondê-la. Mas, quem me a fez foi o meu filho, que ainda completou, "o que você ganha com isso?". Por isso necessariamente devo responder.

     Aos 72 anos, sinto que preciso fazer alguma coisa pra parar este relógio que acelera muito todo dia que eu acordo. Abro os olhos e já são 4:21h ou 5:23h. É uma loucura! Quando menos me dou por mim já são 19:10h. O dia já se foi, o Sol nem fez a sua trajetória de minuto em minuto e já se foi no horizonte. Eu, hoje, nem o vi passar sobre a minha cabeça. Somos voláteis como o tempo, somos pequenos como a imagem do sol em nossa retina. 

     Talvez, eu deva perguntar ao meu filho: _ pra você, o tempo é dinheiro? Pois, passar um tempo escrevendo uma crônica, que talvez ninguém leia e ainda registrá-la em um blog, que está linkado em um site sobre Filosofia, que, talvez, ninguém também não veja e que custa dinheiro para mantê-lo? Não quero dar razão ao meu filho. Prefiro tomar sua pergunta como um desafio. Devo responder a esta pergunta porque o meu tempo de vida está expirando e não devo desperdiçá-lo com a aceitação de uma reprovação que acabe de me enterrar sob folhas de relva. 

     

segunda-feira, 5 de maio de 2025

E então?

 Acontece a ideia necessária do poder. Ele faz parte de um dos jeitos dos humanos resolverem seus problemas. E não podemos ir muito longe se não nos escapa quem está a nós contíguo. Sim, ela mesma, a pessoa que detém o poder pode estar aí ao nosso lado, e sua consciência de si é clara e bem evidente: tem o poder de ver o que poucos vêem: a fonte de toda certeza é o motor que move as ações. Apesar de ser uma metáfora antiga, ela funciona para o nível de conclusões e ações simplistas e simplórias que sensibilizam sua comunidade. Mas, o que de fato vale é a linguagem em forma de narrativas que o tempo todo voltam e induzem a volta ao "primeiro motor". Há cem anos, Freud disse que o primeiro motor é o desejo, há 2400 anos, Aristóteles disse que o motor era "o primeiro motor". Entidade com existência fora das coisas do mundo. Talvez fosse o apoio que Galileu se utilizou para mover o mundo. Hoje, parece, que tudo está contido na bíblia. Não se pode pensar que seja um retorno ao passado, a bíblia nunca saiu de moda. Isso mesmo, nela estão respostas simples, sem a complexidade e o "elitismo" da ciência. Apesar de que se sabe que a Terra é redonda - até os pássaros e peixes sabem disso, mas as pedras não sabem; elas também acham que a Terra é plana, com um agravante: ela também é imóvel.

     Hoje, o fato é novo: deu - se poder ilimitado a uma criança brigona. E ela resolveu afirmar com bombas que a bola é dela. Hitler já havia feito isto. 

quarta-feira, 12 de março de 2025

Gilton

      Gilton era o seu nome. Vivia sob o teto de um viaduto onde armazenava tudo o que coletava. Hoje foram 30 garrafas de plástico, 64 latinhas, 16 Kg de ferro (entre tubos, barras e parafusos). tudo isto devidamente medido e anotado. Ele fazia o balanço do dia. No sábado vendia o que coletou. Mas, hoje não é sábado. Hoje, Gilton bateu as botas .

     A situação presente, presentemente, está bem confusa, variando do alfa a zeta. Selando o compromisso tácito de, silenciosamente, enfrentar de zeta a alfa. Sem saltar, o que parece óbvio, nenhuma letra da sequência. Implica, portanto, aprofundar em beta, gama, delta ... Para ser bem claro, como a luz do sol.

     E isto implica numa diligência acurada, não podendo escapar nenhum detalhe, se é que isto seja possível diante de tantas perspectivas e contextos.

     Creio que o enrosco maior seja a fragilidade da ligação das folhas com os galhos: ela resseca facilmente e não mais sustenta as folhas e elas caem devido a gravidade. Assim também é com as pessoas.

     Mas, entre lagos e mato, entre açudes e pantanos, a trajetória é bem difícil. O enfrentamento diário não deixa escapar nenhum segundo. Em cada segundo está a vida, e a imaginação, as vezes de vida, as vezes de morte.

     Os cabelos esvoaçando sobre o pudim no fogão ficou com as pontas adocicadas. Isto foi suficiente para atrair um beija flor esvoaçante.

Que esvoaçou pela janela numa velocidade estonteante. Que fez rodopiar um bêbado que passava escorado pela parede da casa.

E o menino correu, correu, correu atrás do bichinho até trupicar e cair de boca na areia, com gosto de xixi.

Seu sonho de menino é voar. Bater as asas e passear acima das árvores, casas e praças.

Tem prosa? Tem! Tem poesia? Tem! Mas, eu só escrevo deste modo, bem simples, usando a linguagem comum, sem rebuscamento, bem sem graça. De fato, escrevo com um vocabulário muito pobre a ponto de admtir que nunca serei um escritor. Mas, penso sempre em sê-lo. Eu sei que devo ler bastante para adquirir um vocabulário mais rico, mas, nem isso sou capaz. Fico devendo muito para a leitura. Muitos livros me dão preguiça, e eu gosto de ler sobre o assunto que gosto: política. 

     Cutucaram o dragão com vara curta e ele não deu uma bocada; como faz o gato, joga o rato pra lá e pra cá, mas não mata, ele só brinca. A crença dos que acreditam na prosperidade dos gringos é ingênua, e agora se mostra inócua e falsa e tem suas bases fundametadas sobre pedra fluida, de fato sobre pântanos. Está como diz o "mercado" sobre as ações: derretendo.

     "Menina, você não acredita! Prenderam o Collor! Está preso na própria cobertura de 600m² voltada para praia.