segunda-feira, 16 de maio de 2011

A agitação dos neurônios



A parte interior


    Esta parte é bastante peculiar, se parece com todos de cada um. Ou seja, o coração manda o sangue a todo corpo indistintamente em todos os humanos. Humanos, biologicamente falando. Pois, se se falar do humano espiritual aí então a coisa fica confusa, bem confusa, e o que é comum em determinado topos é o hábito. É muito complicado falar genericamente, ou universalmente do humano espiritual. Descartes tentou ao dizer que a faculdade da razão, a racionalidade a todos nós é comum. Ela seria comum no sentido que todos podemos raciocinar. Mas, continua complicado: será que se pode chamar uma pessoa de humana se ela não raciocina? E muitas que não raciocinam, não aprenderam a raciocinar. Então, talvez se devesse mudar para "se emociona" ao invés de "raciocina. Então ficaria assim, humano é aquele que se emocina, indistintamente. Há muitos limites aqui também. Seria humano aquele que se emociona quando vê alguem ser torturado? Parece que as coisas vão só se complicando.
     Nos limites do interior está a pele.

As folhas do poeta

À medida que as folhas caem das árvores, algumas, imediatamente viram alimento para vermes, lagartos, insetos, pássaros. Outras viram adubo com o tempo. Outras folhas caem diretamente no rio ou na lagoa. Essas navegam por mundos umidos a procura de um novo lugar para depurar sua seiva. Renovam seus capilares. De fato, tentam não morrer por afogamento, pois, tentam sugar toda água. Não há mais galhos e nem troncos que dêem vazão ao fenômeno da capilaridade. Mas, algo surpreendente acontece, elas geram 12 eV de energia. Enquanto folha, sinto um abismo profundo, enquanto água, altitudes imensas, véu da noiva.

O peso do olhar



As coisas então mudaram



O tom da conversa

   A dentada do gato foi bastante forte. Já faz doze dias e até agora dói. Foram três doses de antirrábica (falta uma dose), sete dias de antibiótico e quatro dias de remédio para dor. Agora, quando dói, é gelo no local mais afetado. Arranhões foram nas duas mãos. O maior problema é o fato de que a pele da mão é bem próxima do osso, então, tanto nos arranhões quanto na mordida os ossos são atingidos e a infecção é bem provável de acontecer. Isso tudo aconteceu devido a um gesto altruista. Para salvar o gato das bocas de quatro cães da racça tombalatê (leia-se viralata) puxei o rabo do gato e numa reação imediata, cravou os dentes na minha mão e as unhas por vários lugares. Naturalmente o que seria uma carnificina com sangue de gato foi um derramamento de sangue das minhas mãos.
   O gato entrou na garagem pelo muro atrás das rolinhas que moram lá. Não conseguiu nada, pois rolinhas voam. Também não conseguiu voltar pelo muro Atravessou a casa e no quintal  encontrou os tombalatês.
   Esta história não é ficção.

A partir de então