Há muitos textos de auto ajuda sobre o conceito "servir". O tom de cada um deles resvala em todos as situações que nós humanos passamos durante a vida. A situação mais confortável é a da pessoa velha: se ela está disposta a falar sobre o assunto, ela tem muita coisa para contar e aconselhar. Eu só estou com 59 anos, portanto eu ainda tenho muito para viver para depois contar. Do que eu já vivi, aprendi que temos que fazer uma adaptação e uma atualização a partir de algumas filosofias.
Inicialmente falemos de Sócrates: serviu o tempo todo como debatedor para o esclarecimento dos conceitos que acabava de inventar. Inclusive antes dele não existiam os conceitos. Claro, já existiam substantivos singulares, mas não havia o conceito geral. Por exemplo: esta vasilha vermelha existia, mas, não existia a vasilha como termo geral abstrato. Sócrates perguntou ao general o que é justiça, o general respondeu com um lista de situações de infração e as penas correspondentes. Ele não definiu o que é justiça. Sócrates foi inventor desta chamada definição; ele inventou o dicionário. Seus discípulos Platão e Aristóteles partiram da "definição" para inventar a "ideia" (Platão) e a "substância" (Aristóteles).
Servir é dar ao outro o que ele precisa. Seria esta uma boa definição do conceito "servir"? Fazendo como fez Sócrates, porém sem a sua genialidade, e se o outro for orgulhoso e se recusar a receber, como fica a definição? Pelo jeito ela não funciona, pois o outro não recebe aquilo que se pretendeu dar.
Após 5 anos e 5 meses volto a postar neste meu blog. Creio que eu possa falar algumas coisas que me incomodam:
1º A partir deste mês, outubro de 2016, decretamos a nossa (enquanto país) disposição em dar às multinacionais aquilo que mais elas queriam: a exploração do petróleo do pré-sal sem a interferência e nem a presença da Petrobrás. Se pensarmos em termos numéricos, foi uma vitória esmagadora desta doação: 292 a favor e 101 contra. A soberania brasileira está restrita aos seus consumidores: somos soberanos porque somos o pais que mais consome no mundo.
2º A turma que governa o país está feliz porque faz tudo o que quer sem opositores, apenas com muitas opiniões contrárias. Mas, o que são opiniões, numa democracia todos podemos discordar.
3º A esquerda brasileira está apática. Eu como pobre que sou, me considero de esquerda pois não possuo os meios de produção e não exploro o trabalho de nenhuma outra pessoa. Incluo-me portanto neste qualificativo: apático. Hoje, após as eleições municipais, resolvi me expressar politicamente. Admito que esta participação é muito, mas muito tímida.
4º Eu li a lista dos deputados que votaram contra e os que votaram a favor a exploração do petróleo pelas multinacionais e não era para eu me surpreender: Eros Biondini, Luis Tibé e Marcelo Álvaro Dias Deputados Federais por Minas Gerais, votaram a favor. Os três foram candidatos a prefeito de Belo Horizonte. O que se haveria de esperar, os três votaram pelo impeachment da Dilma!
5º Alguém poderia dizer: - esta é a política meu caro! Mas, eu responderia: - não meu caro, esta é a politicagem. E ela o é porque nada a legitima. Tanto o impeachment quanto esta doação do pré-sal foi mágica: a mágica do dinheiro que Marx pontuou tão bem.
6º Como será oficializado a escola sem partido? E como será regulado? Os próprios alunos e seus pais farão esta fiscalização. Claro, como sempre ocorre, principalmente nas escolas particulares, mas também em grande número nas escolas públicas, aqueles cargos que "recebem bem" coordenação, supervisão e direção. Hoje esta turma de profissionais, que são considerados parte da escola, são chamados gestores. A diferença com o título anterior está em mais uma ferramenta "pedagógica", as TIC's (Tecnologias de informação e comunicação).
Após 5 anos e 5 meses volto a postar neste meu blog. Creio que eu possa falar algumas coisas que me incomodam:
1º A partir deste mês, outubro de 2016, decretamos a nossa (enquanto país) disposição em dar às multinacionais aquilo que mais elas queriam: a exploração do petróleo do pré-sal sem a interferência e nem a presença da Petrobrás. Se pensarmos em termos numéricos, foi uma vitória esmagadora desta doação: 292 a favor e 101 contra. A soberania brasileira está restrita aos seus consumidores: somos soberanos porque somos o pais que mais consome no mundo.
2º A turma que governa o país está feliz porque faz tudo o que quer sem opositores, apenas com muitas opiniões contrárias. Mas, o que são opiniões, numa democracia todos podemos discordar.
3º A esquerda brasileira está apática. Eu como pobre que sou, me considero de esquerda pois não possuo os meios de produção e não exploro o trabalho de nenhuma outra pessoa. Incluo-me portanto neste qualificativo: apático. Hoje, após as eleições municipais, resolvi me expressar politicamente. Admito que esta participação é muito, mas muito tímida.
4º Eu li a lista dos deputados que votaram contra e os que votaram a favor a exploração do petróleo pelas multinacionais e não era para eu me surpreender: Eros Biondini, Luis Tibé e Marcelo Álvaro Dias Deputados Federais por Minas Gerais, votaram a favor. Os três foram candidatos a prefeito de Belo Horizonte. O que se haveria de esperar, os três votaram pelo impeachment da Dilma!
5º Alguém poderia dizer: - esta é a política meu caro! Mas, eu responderia: - não meu caro, esta é a politicagem. E ela o é porque nada a legitima. Tanto o impeachment quanto esta doação do pré-sal foi mágica: a mágica do dinheiro que Marx pontuou tão bem.
6º Como será oficializado a escola sem partido? E como será regulado? Os próprios alunos e seus pais farão esta fiscalização. Claro, como sempre ocorre, principalmente nas escolas particulares, mas também em grande número nas escolas públicas, aqueles cargos que "recebem bem" coordenação, supervisão e direção. Hoje esta turma de profissionais, que são considerados parte da escola, são chamados gestores. A diferença com o título anterior está em mais uma ferramenta "pedagógica", as TIC's (Tecnologias de informação e comunicação).















