terça-feira, 17 de maio de 2011

Servir

   Há muitos textos de auto ajuda sobre o conceito "servir". O tom de cada um deles resvala em todos as situações que nós humanos passamos durante a vida. A situação mais confortável é a da pessoa velha: se ela está disposta a falar sobre o assunto, ela tem muita coisa para contar e aconselhar. Eu só estou com 59 anos, portanto eu ainda tenho muito para viver para depois contar. Do que eu já vivi, aprendi que temos que fazer uma adaptação e uma atualização a partir de algumas filosofias.
   Inicialmente falemos de Sócrates: serviu o tempo todo como debatedor para o esclarecimento dos conceitos que acabava de inventar. Inclusive antes dele não existiam os conceitos. Claro, já existiam substantivos singulares, mas não havia o conceito geral. Por exemplo: esta vasilha vermelha existia, mas, não existia a vasilha como termo geral abstrato. Sócrates perguntou ao general o que é justiça, o general respondeu com um lista de situações de infração e as penas correspondentes. Ele não definiu o que é justiça. Sócrates foi inventor desta chamada definição; ele inventou o dicionário. Seus discípulos Platão e Aristóteles partiram da "definição" para inventar a "ideia" (Platão) e a "substância" (Aristóteles).
   Servir é dar ao outro o que ele precisa. Seria esta uma boa definição do conceito "servir"? Fazendo como fez Sócrates, porém sem a sua genialidade, e se o outro for orgulhoso e se recusar a receber, como fica a definição? Pelo jeito ela não funciona, pois o outro não recebe aquilo que se pretendeu dar.

   Após 5 anos e 5 meses volto a postar neste meu blog. Creio que eu possa falar algumas coisas que me incomodam: 
1º A partir deste mês, outubro de 2016, decretamos a nossa (enquanto país) disposição em dar às multinacionais aquilo que mais elas queriam: a exploração do petróleo do pré-sal sem a interferência e nem a presença da Petrobrás. Se pensarmos em termos numéricos, foi uma vitória esmagadora desta doação: 292 a favor e 101 contra. A soberania brasileira está restrita aos seus consumidores: somos soberanos porque somos o pais que mais consome no mundo.

2º A turma que governa o país está feliz porque faz tudo o que quer sem opositores, apenas com muitas opiniões contrárias. Mas, o que são opiniões, numa democracia todos podemos discordar.

3º A esquerda brasileira está apática. Eu como pobre que sou, me considero de esquerda pois não possuo os meios de produção e não exploro o trabalho de nenhuma outra pessoa. Incluo-me portanto neste qualificativo: apático. Hoje, após as eleições municipais, resolvi me expressar politicamente. Admito que esta participação é muito, mas muito tímida. 

4º Eu li a lista dos deputados que votaram contra e os que votaram a favor a exploração do petróleo pelas multinacionais e não era para eu me surpreender: Eros Biondini, Luis Tibé e Marcelo Álvaro Dias Deputados Federais por Minas Gerais, votaram a favor. Os três foram candidatos a prefeito de Belo Horizonte. O que se haveria de esperar, os três votaram pelo impeachment da Dilma!

5º Alguém poderia dizer: - esta é a política meu caro! Mas, eu responderia: - não meu caro, esta é a politicagem. E ela o é porque nada a legitima. Tanto o impeachment quanto esta doação do pré-sal foi mágica: a mágica do dinheiro que Marx pontuou tão bem. 

6º Como será oficializado a escola sem partido? E como será regulado? Os próprios alunos e seus pais farão esta fiscalização. Claro, como sempre ocorre, principalmente nas escolas particulares, mas também em grande número nas escolas públicas, aqueles cargos que "recebem bem" coordenação, supervisão e direção. Hoje esta turma de profissionais, que são considerados parte da escola, são chamados gestores. A diferença com o título anterior está em mais uma ferramenta "pedagógica", as TIC's (Tecnologias de informação e comunicação).

O saber além do sabor

 Sabe-se algo a partir de uma situação pré existente. Se eu não me engano, foi num texto ou livro de Humberto Maturana onde ele fala que os índios não enxergavam os navios de Cristovão Colombo mesmo quando haviam ultrapassado a linha do horizonte. Precisou do xamã perceber inicialmente as nuances diferentes das ondas, para depois perceber que havia algo que as causava, para então enxergar os navios. E posteriormente convencer aos demais da existência deles em alto mar. Sabe se que num estudo de antropologia, várias tribos indígenas não sabiam traduzir um desenho em perspectiva tridimensional no plano num figura concreta tridimensional. Por exemplo a figura de cubo e o próprio cubo. clique nesta palavra para ver um vídeo sobre o que estou falando:
    Além do sabor podemos dizer, pensar e saborear.

O alimento

A questão sobre o alimento é o mau hábito alimentar adquirido na infância e na adolescência. Quando menos se percebe, as doenças começam a aparecer e as vezes não há tempo e nem como corrigir mais. Por isso os remédios. Mas não há nada como uma boa alimentação. Ela tem como consequência uma boa digestão, uma boa distribuição de proteínas e carboidratos, um bom metabolismo. O bom alimento exige de todos os órgãos do corpo, todos funcionam adequadamente. Claro que, o cérebro agradece plenamente.   Sem glicose, o cérebro não pensa. Pois bem, me alimentei muito mal durante todos estes anos. Eu acreditava que o mal só acontece com os outros. Hoje, 2016, sou um sobrevivente, pois, tive um câncer no intestino grosso. Disse a medicina que é hereditário, alguns familiares já tiveram pólipos e início de câncer. Não se sabe perfeitamente, mas, parece-me que meu avô morreu de câncer no intestino. No meu caso, a situação não estava nada boa. Não fora a doutora Rosângela insistir com o médico cirurgião nada tinha sido feito. Eu teria morrido lá naquela época, 2012. Mas, a competência irretocável dos médicos que me operaram foi a minha salvação. Claro, a família toda orando, desejando tudo de bom e de melhor para mim. Após 30 sessões de quimioterapia e 21 injeção anticoagulante, fui dado como a caminho de um processo de possível cura. Por enquanto, estamos caminhando bem, tomando todo o cuidado possível. Raramente bebo cerveja, e aumentei o consumo de verdura, legume e fruta. Carne vermelha, no máximo uma vez ao mês.

O quiabo, ora pro nobis

Frango com quiabo é muito bom, invade o mundo das sensações e arranca bons juízos. Eu plantei um pé de ora pro nobis no meu jardim. Ele cresce timidamente. A impressão que tenho é que ele precisa de mais sol. Ele ficou num lugar de muita sombra. Mas, quando dá pra crescer tem que podar bastante se não invade o espaço das outras plantas.

A enxada atrás da porta

Atrás da porta uma teia de aranha mantém-se flexível durante os anos. A porta range com o vai e vem dos visitantes, todos querem os quitutes de minha avó. Ela os oferece com muito gosto, os fez com a maestria dos sábios que sabem sabedorias centenárias. O marido era tropeiro, levava de tudo um pouco para lá e para cá. De vez em quando trazia muito gado de Mato Grosso e levava para o interior de São Paulo.
     Mas, eram dois avôs, uma por parte de mãe, outro por parte de pai. O primeiro até aqui descrito foi o avô por parte de mãe. A breve descrição do outro começa agora: ele era do comérico também, só que de roupa de banho, de cama, das Lojas Pernambucanas (fábrica do nordeste). O comércio era profícuo, e meu avó não ficava para trás. Fico pensando no conforto de um e de outro: um vendia de camionete, tecidos, toalhas, peças para roupas etc, o outro era mesmo no lombo de um asno. De vez em quando, muito de vez em quando, meu avô, o primeiro, cortava lenha e plantava verduras no fundo do quintal, por isso a enxada.

A pulga atrás da orelha

De ontem pra hoje vi uma coisa móvel, um automóvel 

Novamente os conceitos



A vaidade

     Não passo de um pretencioso: querer falar de vaidade se eu sou própria vaidade em pessoa, além disso, arrogante como eu mesmo. È a total falta de modéstia, de humildade. Não preciso de nenhuma pintura para disfarçar minha cara de pau. Talvez seja a idade que vai, vai, vai só aumentando e aí se perde o pudor fica-se sem vergonha de dizer o que quer e principalmente ser o que se é: vaidoso.

Os conceitos



Por que Tales?



segunda-feira, 16 de maio de 2011

Por que sinto logo existo?



Por que penso logo existo?



Era uma vez


     Estávamos todos sentados à mesa quando de repente ouvimos um estrondo tordoleante, daqueles que acachapam o caboclo no chão de bunda. Mas, a questão não foi tanto o tombo e sim o susto da mãe do dito.

A agitação dos neurônios



A parte interior


    Esta parte é bastante peculiar, se parece com todos de cada um. Ou seja, o coração manda o sangue a todo corpo indistintamente em todos os humanos. Humanos, biologicamente falando. Pois, se se falar do humano espiritual aí então a coisa fica confusa, bem confusa, e o que é comum em determinado topos é o hábito. É muito complicado falar genericamente, ou universalmente do humano espiritual. Descartes tentou ao dizer que a faculdade da razão, a racionalidade a todos nós é comum. Ela seria comum no sentido que todos podemos raciocinar. Mas, continua complicado: será que se pode chamar uma pessoa de humana se ela não raciocina? E muitas que não raciocinam, não aprenderam a raciocinar. Então, talvez se devesse mudar para "se emociona" ao invés de "raciocina. Então ficaria assim, humano é aquele que se emocina, indistintamente. Há muitos limites aqui também. Seria humano aquele que se emociona quando vê alguem ser torturado? Parece que as coisas vão só se complicando.
     Nos limites do interior está a pele.

As folhas do poeta

À medida que as folhas caem das árvores, algumas, imediatamente viram alimento para vermes, lagartos, insetos, pássaros. Outras viram adubo com o tempo. Outras folhas caem diretamente no rio ou na lagoa. Essas navegam por mundos umidos a procura de um novo lugar para depurar sua seiva. Renovam seus capilares. De fato, tentam não morrer por afogamento, pois, tentam sugar toda água. Não há mais galhos e nem troncos que dêem vazão ao fenômeno da capilaridade. Mas, algo surpreendente acontece, elas geram 12 eV de energia. Enquanto folha, sinto um abismo profundo, enquanto água, altitudes imensas, véu da noiva.

O peso do olhar



As coisas então mudaram



O tom da conversa

   A dentada do gato foi bastante forte. Já faz doze dias e até agora dói. Foram três doses de antirrábica (falta uma dose), sete dias de antibiótico e quatro dias de remédio para dor. Agora, quando dói, é gelo no local mais afetado. Arranhões foram nas duas mãos. O maior problema é o fato de que a pele da mão é bem próxima do osso, então, tanto nos arranhões quanto na mordida os ossos são atingidos e a infecção é bem provável de acontecer. Isso tudo aconteceu devido a um gesto altruista. Para salvar o gato das bocas de quatro cães da racça tombalatê (leia-se viralata) puxei o rabo do gato e numa reação imediata, cravou os dentes na minha mão e as unhas por vários lugares. Naturalmente o que seria uma carnificina com sangue de gato foi um derramamento de sangue das minhas mãos.
   O gato entrou na garagem pelo muro atrás das rolinhas que moram lá. Não conseguiu nada, pois rolinhas voam. Também não conseguiu voltar pelo muro Atravessou a casa e no quintal  encontrou os tombalatês.
   Esta história não é ficção.

A partir de então



O convívio saudável



A vibração da interação



A bactéria que mata



Enquanto as bactérias vivem



sábado, 16 de abril de 2011

Vestibular UFMG/2012

O vestibular para nove cursos da ufmg pede Filosofia na 2ª etapa. O programa pode ser visto no site: http://www.philosophy.pro.br/. No último dia 11 da abril foi divulgada a lista dos textos que cairão. Normalmente, é um critério da ufmg, são três textos, um de Filosofia Antiga, outro de Filosofia Moderna e outro de Filosofia Contemporânea. Os textos foram: 1. Carta sobre a Felicidade (a Meneceu) de Epicuro. 2. Meditação Primeira e Meditação Segunda de René Descartes. 3. A Crise na Educação de Hannah Arendt.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Eu acredito

Creio que quando demos por nós mesmos em algum momento da "história dos humanos", transformamos urros, berros em palavras e gestos propositais. Talvez para não chamar a atenção de algum predador ou algum inimigo. Ou talvez para minimizar para os observadores a expressão de dor. O caso é: foram inventadas várias palavras e expressões para lidar com o mundo e com os outros companheiros de viagem, ou interlocutores. Nunca, neste momento, pensou-se em estado interno, mente, alma ou espírito.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"Jonas" de Sellars - II

"No momento do nascimento de Jonas os três estágios já tinham acontecido. Graças a isso, ele se encontrou em condições de enriquecer mais ainda a linguagem de sua comunidade, fazendo-a avançar para uma nova etapa. O ponto de partida está num problema que desperta a curiosidade de Jonas e o motiva a buscar uma explicação. Ao comunicar-se com seus conterrâneos através da linguagem comportamental devidamente enriquecida pelos procedimentos mencionados, Jonas se dá conta de que eles agem com inteligência não só quando estão falando mas também quando estão calados. Para explicar isso, ele faz a suposição de que, nesse último caso, as pessoas devem estar sendo guiadas por alguma entidade interna silenciosa.
Para entender esse tipo de entidade, Jonas utiliza a única coisa que tem à sua disposição: o modelo do comportamento verbal manifesto dessas pessoas. Assim, ele teoriza que, mesmo caladas elas devem estar falando dentro de si mesmas. A essa fala interior ele denomina pensamento, introduzindo assim uma nova expressão teórica na linguagem de sua comunidade. O pensamento é uma entidade teórica porque, embora não corresponda diretamente à descrição de um comportamento linguístico observável, pode ser inferido com base nas descrições do comportamento inteligente das pessoas caladas. Isso permite uma verdadeira revolução na linguagem da comunidade. Por exemplo, a pessoa A observa a pessoa B e pode ter evidência comportamental para dizer: B está pensando que chove. Além disso, a pessoa A pode observar a si mesma e dizer: estou pensando que chove." Paulo Margutti. Revista Mente. Cérebro e Filosofia 9

"Jonas" de Sellars - I

"Jonas vive numa comunidade que fala uma linguagem exclusivamente pública, baseada em eventos públicos. Antes do nascimento de Jonas, a linguagem dessa comunidade passou por pelo menos três estágios. No primeiro deles, as pessoas se comunicavam fazendo referência exclusivamente a objetos espaço-temporais públicos. Não havia verbos psicológicos, como pensar, querer, sentir, significar etc. Se alguém estivesse com medo - e isso poderia ser publicamente comprovado colocando-se a mão do ouvinte no peito do falante. No segundo estágio, a linguagem foi enriquecida com a introdução de termos semânticos como quer dizer, significa, verdadeiro, falso. A partir de então, as pessoas podiam dizer que água significa líquido inodoro e incolor e que a proposição chove, enunciada quando está chovendo, é verdadeira. No terceiro estágio, a linguagem foi enriquecida de modo a permitir a distinção entre expressões teóricas e observacionais. Até aqui, as pessoas se comunicavam por meio de descrições diretas do comportamento observável e para isso utilizavam termos observacionais. Como exemplo desse tipo de termo, temos a palavra Sol, que é usada para descrever os comportamentos diretamente observáveis do astro designado por esse nome. No novo estágio, porém, as pessoas tornaram-se capazes de introduzir expressões novas, mais sofisticadas, que, embora não correspondam diretamente a descrições de comportamento observável, podem ser inferidas a partir dessas mesmas descrições. Com isso, elas criaram os termos teóricos. Essa distinção é metodológica e não ontológica, pois tem a ver apenas com o tipo de acesso linguístico que temos aos objetos descritos por essas expressões. Como exemplo de termo teórico, podemos citar a expressão centro de gravidade do Sistema Solar: não podemos observá-lo diretamente, pois ele deve estar próximo ao centro de gravidade do Sol e não temos como chegar lá; mesmo assim, os comportamentos do Sol e dos planetas do Sistema Solar nos permitem inferir a existência desse centro de gravidade." Paulo Margutti, Revista Mente. Cérebro e Filosofia 9

Cérebro e mente

Se a mente não existe, quer dizer que não pensamos? Claro que não é este o caso. A pergunta é: para pensar precisamos da mente, assim como para beber água precisamos da boca?

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Filosofia da Mente e Cérebro

Interessante é a associação da mente ao cérebro. Primeiro, é necessário saber se de fato existe mente e segundo, se ela existe, se está relacionada com o cérebro. O que é interessante é a percepção que temos do lugar de onde pensamos. Durante muitos anos sentir algo estava, na linguagem, relacionada ao coração, será que havia tal sentimento do mesmo modo que há com o ato de pensar?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Filosofia da Mente - III

Quando tratamos de filosofar todo o cuidado é pouco durante a caminhada. Muita bobagem pode ser dita. A linguagem permite muitas coisas como por exemplo "beijo o teu coração". Além de literalmente ser horroroso, metaforicamente é muito pobre. Esta tal de língua que nos permite dialogar é a mesma que nos traz Hidra, o monstro de sete cabeças. Portanto, todo cuidade é pouco, podemos ser engolidos e triturados por sete cabeças vezes sete.

Filosofia da Mente - II

Seria cabível a pergunta: existe o corpo? Parece-nos tão óbvio que ele existe que é um contra - senso formular tal pergunta. Mas, quando se pensa no assunto "Filosofia da Mente", é necessário não esquecer de nenhum item que possa levar à compreensão do que seja "mente".

Filosofia da Mente - I

Este nome já está definindo algo? Existe a mente? Creio que não é este o caso. Há que se conceder à linguagem e às comunidades que estudam este tema uma chance de ficarmos falando sobre "a mesma" coisa. E é um assunto complexo. Misturam-se vários temas e várias disciplinas. E é grande o número de pessoas que tratam desse assunto. Se se quer tranquilidade de "espírito", aceita-se o dualismo e vamos orar para aprimorar a mente (ou a alma). Vamos contentar Santo Agostinho.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Prova de Filosofia UFMG/2011

A prova foi difícil. Creio que a média dos alunos que irão passar cairá. A questão mais fácil foi a nº 3 sobre a Ciência. Argumentar contra a afirmação "A finalidade da investighação científica é a verdade pela verdade." é fácil, pois, é notório que a Ciência é responsável pelo que faz. Principalmente porque os cientistas fazem parte da Ciência. Além do que, qualquer investigação científica atende a interesses de quem a financia. Acesse: http://www.philosophy.pro.br